Catatonia: um quadro frequentemente não reconhecido no PA
Catatonia é subdiagnosticada com frequência na urgência, em parte porque sua apresentação — imobilidade, mutismo — pode ser confundida com outros quadros, atrasando um tratamento que costuma ser rapidamente eficaz.
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Narração em voz sintética.
Catatonia é subdiagnosticada com frequência na urgência, em parte porque sua apresentação — imobilidade, mutismo — pode ser confundida com outros quadros, atrasando um tratamento que costuma ser rapidamente eficaz.
Sinais característicos a observar
- Estupor: ausência de atividade psicomotora, sem resposta a estímulos ambientais
- Mutismo: ausência ou redução mínima de resposta verbal
- Negativismo: resistência aparentemente sem motivo a instruções ou tentativas de mobilização
- Flexibilidade cérea: manutenção de posturas impostas passivamente pelo examinador
- Ecolalia ou ecopraxia: repetição de palavras ou movimentos observados
Causas associadas
Catatonia pode ocorrer em transtornos psiquiátricos primários (esquizofrenia, transtornos de humor graves) mas também em condições clínicas gerais — encefalites, distúrbios metabólicos, uso de determinadas substâncias. A investigação de causa orgânica não deve ser negligenciada mesmo quando há histórico psiquiátrico prévio.
Conduta inicial
Benzodiazepínicos, especialmente lorazepam, têm resposta frequentemente rápida e são considerados primeira linha na maioria dos protocolos. Casos refratários ou graves podem exigir eletroconvulsoterapia, com boa evidência de eficácia. O reconhecimento precoce evita que o paciente permaneça sem tratamento específico por dias, atribuído erroneamente apenas a "quadro psicótico grave" inespecífico.
Conteúdo educativo baseado em literatura sobre catatonia e diretrizes de manejo em urgência psiquiátrica. Não substitui avaliação especializada.