Transtorno de estresse pós-traumático: reconhecimento na APS
TEPT raramente chega à consulta com esse nome. Chega como insônia, irritabilidade, queixas físicas, ou evitação de situações que o paciente não sabe explicar por completo.
Ouvir o artigo completo
Narração em voz sintética.
TEPT raramente chega à consulta com esse nome. Chega como insônia, irritabilidade, queixas físicas, ou evitação de situações que o paciente não sabe explicar por completo.
Sinais que merecem investigação
- Reexperimentação: flashbacks, pesadelos recorrentes, sofrimento intenso diante de lembranças do evento
- Evitação de lugares, pessoas ou situações associadas ao trauma
- Alterações negativas de cognição e humor: culpa persistente, distanciamento emocional
- Hiperativação: sobressaltos exagerados, hipervigilância, irritabilidade
Como perguntar sobre trauma
Perguntas diretas mas não invasivas funcionam melhor: "você já viveu ou testemunhou algo muito assustador ou que ameaçou sua vida ou a de alguém?" seguida de "isso ainda afeta você de alguma forma hoje?" Evitar pedir detalhes do evento em si na consulta de rastreio — isso é trabalho da psicoterapia especializada, não da triagem inicial.
Conduta na APS
Casos leves a moderados podem ser acompanhados na APS com suporte matricial, priorizando encaminhamento para psicoterapia com abordagem específica para trauma. Casos com comorbidade significativa, risco de suicídio, ou sintomas dissociativos importantes justificam avaliação psiquiátrica especializada.
Conteúdo educativo baseado em critérios diagnósticos reconhecidos para TEPT. Não substitui avaliação psiquiátrica especializada.